Os gestores sempre tentaram aumentar a produtividade de sua equipe e sempre houve iniciativas para simplificar os processos e controlar a qualidade dos resultados. Isso é visto desde o TAYLORISMO, com ideias a favor da simplificação do trabalho, a partir da busca sistemática da melhoria na forma de execução das atividades, e também com o FORDISMO, que da referência a produção em massa com a instituição da linha de montagem na produção de carros, no início do século passado nos EUA.

Já no Japão, por volta de 1955, surge uma metodologia chamada LEAN, que significa enxuto. Este conceito surgiu na Toyota e também é conhecido como sistema Toyota de produção, baseia-se na visão holística do negócio, entendendo que não se pode ter a compreensão do todo somente com um olhar focado em partes. É uma estratégia de negócio que visa a satisfação do cliente, entregando os produtos por ele desejados, na hora certa, com preço justo e para isso usando o mínimo de recursos.

Proveniente de meados do século passado, mas com maior ênfase a partir dos anos 1970, a GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL tinha como foco, criar consciência organizacional pela busca da padronização e posterior análise dos processos, buscando a melhoria continua.

Outro conceito é o SEIS SIGMA, este surgiu por volta 1987, é um método que foi desenvolvido pela Motorola, e, consiste em uma associação de análise de processo com técnicas estatísticas de controle da qualidade e um programa de recompensas organizacionais. É um conjunto de práticas que visa o aprimoramento contínuo de processos, produtos e serviços, tendo como foco central sempre o resultado para o cliente. Sua grande meta é a redução da variação e defeitos nos processos. Seus princípios essenciais são: reduzir continuamente a variação em processos e eliminar defeitos em produtos e serviços. Tendo como prioridade a obtenção de resultados de forma clara e planejada, sendo eles financeiros e de qualidade, refletindo assim na percepção do cliente.

Na sequência a metodologia do BUSINES PROCESS IMPROVEMENT (BPI), desenvolvida na década de 1990, tinha como abordagem a ideia de que os processos das organizações deveriam ser analisados em sua situação atual e a partir dessa analise se deveria então propor a situação desejada com as possíveis melhorias. Ainda na década de 90 surgia a REENGENHARIA DE PROCESSOS DE NEGÓCIO, tinha como ênfase a premissa de que todos processos das organizações deveriam ser olhados a partir do zero, sem considerar o fato de como eram feitos até então. Para alguns especialistas, um grande risco, pois ignorava a análise da situação atual e seu aprendizado decorrente dela.

Já, nos anos 2000, surgem os conceitos sobre BPM ou GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Nesse momento a tecnologia da informação passou a fazer parte da visão de gestão de processos. Uniram-se às metodologias citadas anteriormente, a representação dos processos por meio da modelagem, a definição de regras de negócio com automatização e a monitoria do desempenho dos processos executados com o auxílio de softwares específicos.

Até aqui percebe-se que a Gestão de Processos de Negócio é uma abordagem que reúne vários aspectos, uma série de metodologias e práticas. É a união e a evolução estruturada de conceitos já abordados.  BPM não é algo que surgiu do nada, que vem como um modismo passageiro. Mas sim uma abordagem que une vários conceitos de gestão e que envolve melhoria de processos, visão estratégica e tecnologia da informação. Tem-se também, mais recentemente conceitos como DESIGN THINKING, JORNADA e FOCO DO CLIENTE, GAMIFICAÇÃO, GESTÃO DE INDICADORES e MERITOCRÁCIA; incorporado a metodologia de trabalho da Gestão de Processos de Negócio.

Por: Rodrigo Fraga – Diretor na Optimize Gestão de Processos

TRANSFORMANDO PROCESSOS, OTIMIZANDO RESULTADOS!!!